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3.2.15

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22.10.14

RMC TEM AS MELHORES RODOVIAS DO PAÍS

Quatro estradas da região estão listadas nos trechos melhor avaliados por pesquisa anual da CNT

A malha viária da Região Metropolitana de Campinas (RMC) conta com quatro das melhores rodovias do País, segundo o ranking da 18ª edição da Pesquisa CNT Rodovias, divulgado ontem pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). A Rodovia Bandeirantes (SP-348), no trecho entre São Paulo e Limeira foi eleita a melhor do País, seguido do trecho São Paulo a Uberaba (MG), que compreende a Anhanguera (SP-330), e o de Campinas a Jacareí, passando pela Rodovia D. Pedro I (SP-065) e Adhemar de Barros (SP-340). Todas foram avaliadas como “ótimo” e o resultado das três melhores repete a edição 2013 da pesquisa. O estudo pesquisou 98.475 km, um acréscimo de 1.761 km (1,8%) em relação ao ano passado e avaliou toda a malha federal pavimentada, além dos principais trechos estaduais pavimentados. O ranking classificou as 109 melhores ligações rodoviárias do País, após análise de quatro quesitos: condições do estado geral, pavimento, sinalização e geometria da via, com conceitos que vão de ruim a ótimo. “Esse resultado não surpreende, porque a RMC se apresenta numa posição de vanguarda, apesar dos custos elevados que são repassados por meio dos pedágios. A Anhanguera, Bandeirantes e D. Pedro I estão entre as rodovias concessionadas modelos em São Paulo”, analisa Creso de Franco Peixoto, professor da Unicamp e especialista em Transportes. No entanto, ele faz uma ressalva e lembra que apesar da qualidade das rodovias que cruzam a região, o congestionamento tem sido cada vez maiores. “O cruzamento dessas três rodovias é um dos maiores gargalos do trânsito e apresenta um nível de congestionamento alto. Deveria haver áreas de segregação maior para evitar a utilização das rodovias como rotas alternativas, que colaboram com o congestionamento”, sugere o especialista. A pesquisa apontou também que 74,1% das rodovias concedidas tiveram classificação “ótimo” ou “bom”. Já nos trechos sob gestão pública, esse percentual é de 29,3%. O presidente da CNT, Clésio Andrade, destaca que o governo tem dificuldade de executar os projetos, e a participação da iniciativa privada é fundamental para a melhoria da infraestrutura. “O governo precisa da parceria da iniciativa privada para oferecer uma melhor infraestrutura de transporte, e as concessões são um importante caminho para melhorar as condições das rodovias e contribuir para o crescimento do País. A situação das rodovias sob gestão pública está muito pior em relação às concessionadas”, afirma Andrade.

Melhora
Além de contar com as três melhores rodovias do País, as principais estradas da RMC apresentaram evolução em relação à pesquisa do ano passado. As únicas que receberam “ótimo” em todos os quesitos (geral, pavimentação, sinalização e geometria da via) foram as rodovias D. Pedro I e Professor Zeferino Vaz (SP-332). Na pesquisa do ano passado, a SP-332 apresentou conceito “bom” na geometria.As rodovias Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101) e Luiz de Queiroz (SP-304) também tiveram melhora no conceito. A primeira passou de “bom” para “ótimo” no quesito sinalização, enquanto a segunda evoluiu de “regular” para “bom” na mesma categoria.

28.2.13

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28.8.12

VALOR ECONÔMICO - DOOSAN REVISA PLANO DE EXPANSÃO

A fabricante coreana Doosan adotou uma postura mais conservadora e revisou o investimento na construção de sua primeira unidade no Brasil, em Americana, no interior paulista. O presidente da filial da América do Sul, Donghoon Lee, informou ao Valor que o investimento previsto passou de R$ 130 milhões para R$ 156 milhões.

A revisão já era negociada desde o fim do ano passado. Em vista da desaceleração da economia brasileira, no entanto, a holding procurou ser mais cautelosa. Segundo apurou o Valor, a subsidiária sul-americana pleiteou expansão de até 40% no investimento para seu projeto no Brasil, porém só conseguiu os 20%.

Mesmo abaixo do pleito, o valor extra permitirá alcançar o objetivo inicial, relatou o presidente. A ideia é adaptar a unidade para produzir, além das escavadeiras de 22 toneladas, a linha de 34 toneladas, que atende à demanda da mineração e de grandes obras de infraestrutura. "É um segmento que cresce rapidamente no Brasil", disse Lee, referindo-se especialmente ao setor de infraestrutura, que demanda máquinas de grande porte. Além disso, ele ressalta que, como a mesma linha de produção atenderá à montagem dos dois produtos, há ganho de produtividade na casa de 20%.

A fábrica está tendo o piso reforçado e recebe equipamentos mais robustos para suportar as peças mais pesadas. Segundo a empresa, mais de 85% da obra está concluída e a inauguração deve acontecer em novembro.

Em 2013, a projeção é que a unidade brasileira produza cerca de 800 escavadeiras de 22 toneladas de peso cada uma e, em 2014, a pleno vapor, chegue à produção de 2 mil unidades dessa linha. A partir do ano que vem, a fábrica deve começar a produzir a escavadeira de 34 toneladas, mas as quantidades ainda estão sendo estudadas.

Lee se diz otimista e afirmou acreditar na recuperação da economia brasileira no ano que vem. "Há, é claro, uma preocupação de como será o crescimento, mas o Brasil é um país-chave para a nossa empresa".

O executivo também disse que o ano que vem será importante para a execução de obras, que não poderão mais ser adiadas. "Há o gatilho principal dos eventos globais [Copa e Olimpíada] e essas obras vão ter que acontecer".

Questionado sobre a competição de fabricantes no mercado brasileiro, Lee mostrou-se confiante. A concorrência com outras empresas asiáticas que estão começando a fabricar no país, como XCMG, Hyundai, Sany e Zoomlion parece não preocupar. "Todos virão, mas nem todos vão conseguir ficar", avaliou o executivo.

A estratégia central da Doosan será atender com excelência no pós-venda. Nesse sentido, a empresa irá inaugurar um centro de distribuição de peças na cidade de Campinas (SP), na mesma época da abertura da fábrica. Próximo ao aeroporto de Viracopos, o centro atenderá à demanda de reposição das principais peças no prazo de um dia em qualquer local do país, o que antes levava até uma semana com material importado.